Erro judiciário: Pedreiro de Arapiraca é preso por engano e relata trauma

Erro judiciário: Pedreiro de Arapiraca é preso por engano e relata trauma

Edson Ferreira da Silva, de 45 anos, foi confundido com um homônimo investigado pela Lei Maria da Penha em Sergipe; ele passou um dia e meio detido injustamente.

O que deveria ser mais um dia comum de trabalho transformou-se em um pesadelo para o pedreiro alagoano Edson Ferreira da Silva. Natural de Arapiraca e casado há 24 anos, Edson foi vítima de uma falha grave de identificação no sistema judiciário que o levou à prisão no último dia 26 de fevereiro.

O equívoco e a prisão

O mandado de prisão preventiva, expedido em julho de 2023 pela 1ª Vara Criminal de Nossa Senhora do Socorro (SE), visava capturar um homem com o mesmo nome de Edson, acusado de agressão e descumprimento de medida protetiva. Mesmo o crime tendo ocorrido a mais de 250 km de distância de sua residência, o pedreiro foi detido em seu local de trabalho.

“Eu estava no meu trabalho e foram me buscar. Me levaram para a Central, me algemaram e fui levado para a Casa de Custódia. Só fazia chorar, orar e pedir um milagre a Deus”, desabafou Edson.

Liberdade e consequências emocionais

A soltura só ocorreu após a intervenção do advogado Ramoney Marques, que conseguiu um habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE), comprovando que o Edson detido não era o réu do processo.

Apesar de estar livre fisicamente, as marcas psicológicas são profundas. O pedreiro relata estar sofrendo com crises de ansiedade e um sentimento de vergonha perante a comunidade:

Impacto profissional: Edson tentou retornar ao trabalho, mas precisou voltar para casa devido ao abalo emocional.

Saúde mental: O sentimento de injustiça e o trauma do ambiente carcerário geraram um quadro de insegurança constante.

Debate sobre falhas no sistema

O caso de Edson Ferreira reacende a discussão sobre a necessidade de cruzamento de dados mais precisos (como CPF e nome da mãe) antes da execução de mandados de prisão, visando evitar que cidadãos inocentes tenham suas vidas interrompidas por erros processuais.

Da 93Notícias

Daniela Domingos

Daniela Domingos

Jornalista, professora de Filosofia, especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing, Gestão Pública e Mídias Digitais, e mestranda em Ciências de Dados

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