O 2025 de Emília Corrêa poderá definir o governador em 2026

O 2025 de Emília Corrêa poderá definir o governador em 2026

 

A prefeita eleita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), nem assumiu seu mandato de quatro anos que o povo lhe concedeu pelo voto democrático e ela já desperta muita expectativa, tanto de sua legião de apoiadores quanto de seus principais adversários políticos. A vitória de Emília tem um diferencial porque ela representou a quebra de um protagonismo sucessório de um agrupamento que “envelheceu” e “cansou” após quase quatro décadas comandando a PMA.

Durante esses quase 40 anos, tivemos apenas o intervalo com a gestão do ex-prefeito João Alves Filho (in memoriam), que representava outro agrupamento político. Só o atual prefeito Edvaldo Nogueira (PDT), por exemplo, está dentro da gestão municipal de Aracaju desde janeiro de 2001, quando chegou ao lado de Marcelo Déda (in memoriam), mas antes deles já tínhamos as gestões de Jackson Barreto, Almeida Lima, Viana de Assis, Wellington Paixão e João Augusto Gama.

Após fazer história como a primeira mulher a assumir a Prefeitura de Aracaju e vencer seus adversários nas urnas, agora Emília Corrêa terá que vencer o “machismo” e o preconceito de muitos. O fato de não ter sido gestora até agora é outra “desculpa” para críticas e pensamentos negativos. Já há, inclusive, uma “narrativa” que talvez seja mais uma obra do “MARKETING DO MAL” circulando pelas ruas em rodas de conversa questionando a capacidade administrativa da vereadora eleita.

Mas além de corrigir os “erros maquiados” na “Ilha da Fantasia” de Edvaldo Nogueira e tocar uma gestão moderna e propositiva, com um olhar diferenciado para o servidor público e para a população mais pobre, que clama por uma saúde pública eficiente que funcione de verdade, Emília terá que superar algumas “barreiras políticas” que seus adversários tentarão criar já com um olhar para as eleições estaduais de 2026, quando o povo de Sergipe vai escolher quem deseja para governar o Estado.

Emília já explicou que manterá o diálogo e uma relação institucional saudável com o governador Fábio Mitidieri (PSD), mas não custa lembrar que eles são adversários no campo político e ele representa um projeto de poder que ela condenou durante toda a campanha eleitoral chamando de “Sistemão”. Ter o apoio da prefeita de Aracaju, a capital do Estado, tem um peso enorme para qualquer candidato a governador e muita gente já está fazendo suas avaliações.

Colocando um pouco mais de “pressão” na prefeita eleita, este colunista avalia que se o 2025 administrativo de Emília Corrêa conseguir superar as expectativas, se ela apresentar bons resultados, que ninguém se engane: ela ajudará a definir a escolha do futuro governador em 2026, muito também pelo processo de transformação que atravessa a política de Sergipe. Sem contar que uma gestão exitosa de Emília fará bem a todos os aracajuanos, que votaram nela ou não. O foco é na “leoa”…

 

 

CRÍTICAS E SUGESTÕES

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Daniela Domingos

Daniela Domingos

Jornalista, professora de Filosofia, especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing, Gestão Pública e Mídias Digitais, e mestranda em Ciências de Dados

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