Operação da PF: Quem são os servidores acusados de vazar dados do STF

Operação da PF: Quem são os servidores acusados de vazar dados do STF

Quatro servidores da Receita Federal e do Serpro são alvos de medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleira eletrônica e afastamento de cargos públicos.

A investigação, que corre no âmbito do Inquérito das Fake News, identificou “diversos e múltiplos acessos ilícitos” aos sistemas da Secretaria da Receita Federal, sem qualquer justificativa funcional. O objetivo desses vazamentos seria, segundo o ministro Moraes, criar “suspeitas artificiais” contra membros da Corte.

Os servidores investigados

De acordo com a nota oficial divulgada pelo STF, os alvos da operação são:

Luiz Antônio Martins Nunes: Empregado do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) cedido à Receita Federal, lotado no Rio de Janeiro.

Luciano Pery Santos Nascimento: Servidor da Receita Federal em Salvador (BA).

Ruth Machado dos Santos: Servidora da Receita Federal em Santos (SP).

Ricardo Mansano de Moraes: Servidor público (também ligado à Receita/Sistemas).

As vítimas identificadas

Embora a auditoria da Receita envolva o rastreamento de dados de cerca de 100 pessoas (incluindo cônjuges, filhos e pais de dez ministros), os nomes que motivaram a operação imediata foram:

Viviane Barci de Moraes: Esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Paulo Gonet: Procurador-Geral da República.

Filho de um ministro do STF: (A identidade específica deste familiar não foi divulgada oficialmente, mas o acesso foi confirmado como ilegal).

Medidas cautelares aplicadas

Além das buscas e apreensões realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, o STF determinou:

Afastamento imediato das funções públicas.

Uso de tornozeleira eletrônica.

Proibição de deixar o país e retenção de passaportes.

Proibição de acesso aos sistemas da Receita Federal e do Serpro.

Quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático.

O contexto da operação

As suspeitas de vazamento ganharam força após a Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master. Informações fiscais sigilosas da esposa de Alexandre de Moraes teriam sido acessadas indevidamente para tentar ligar o ministro a interesses do banco. A auditoria da Receita confirmou que os acessos não tinham finalidade de trabalho, sendo caracterizados como violação de sigilo.

Da 93Notícias

Daniela Domingos

Daniela Domingos

Jornalista, professora de Filosofia, especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing, Gestão Pública e Mídias Digitais, e mestranda em Ciências de Dados

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