MP entra com ação contra prefeitura de Salvador por práticas abusivas de ambulantes no Porto da Barra

MP entra com ação contra prefeitura de Salvador por práticas abusivas de ambulantes no Porto da Barra

O Ministério Público da Bahia (MP-BA), através da promotora de Justiça Joseane Suzart, entrou com uma ação civil pública contra a prefeitura de Salvador com o objetivo de combater práticas abusivas na prestação dos serviços aos banhistas nas praias de Salvador.

O MP pede ainda que sejam garantidos o livre uso das praias, bem como condições satisfatórias para que os permissionários (ambulantes) possam desenvolver suas atividades com segurança e higiene, mediante a instalação de banheiros/toaletes e chuveiros em quantidade suficiente e locais adequados.

Segundo Suzart, a ação foi ajuizada após relatos de consumidores sobre ocupação excessiva das faixas de areia, instalação antecipada de sombreiros e cadeiras, cobranças elevadas e assédio para contratação de serviços, especialmente no Porto da Barra.

A investigação também identificou problemas relacionados ao descarte de resíduos e à infraestrutura disponível nas praias. Na denúncia, um consumidor descreveu a experiência compartilhada com outros amigos quando estiveram na praia do Porto da Barra, sentindo-se “sufocado com tanto assédio de ambulantes”. Destacou que as areias da praia foram ‘loteadas’, impossibilitando o uso da faixa de areia.

Na ação, ajuizada em 14 de setembro,o MP requer que a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) fiscalize todas as praias de Salvador, verificando o cumprimento das normas de proteção ao consumidor. Além disso, requer que os kits de praia somente sejam instalados após solicitação do cliente; que sejam coibidas condutas que induzam ou constranjam o consumidor a contratar o serviço; e que o Município reavalie periodicamente a quantidade de permissionários e de kits de praia em cada local, adequando o número de sombreiros e cadeiras à dimensão das praias e à demanda dos banhistas. Também pede a ampliação de lixeiras, cestos e contêineres quando insuficientes.

“Durante a investigação, identificamos uma inércia na adoção de providências para a organização dos serviços prestados pelos permissionários nas praias soteropolitanas, em especial, no Porto da Barra”, destacou a promotora de Justiça.

Ainda na petição o MP pede que a Diretoria de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor de Salvador (Codecon) realize campanhas educativas sobre identificação de preços abusivos, divulgue canais para denúncias e faça inspeções periódicas nos estabelecimentos e serviços oferecidos nas praias. O Município deve ainda orientar os permissionários sobre a cobrança de preços razoáveis e sobre o tratamento adequado aos consumidores, sem discriminação daqueles que não quiserem utilizar os kits de praia.

 

Da Bnews

Daniela Domingos

Daniela Domingos

Jornalista, professora de Filosofia, especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing, Gestão Pública e Mídias Digitais, e mestranda em Ciências de Dados

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