Tarifa adicional de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros começa hoje
A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026. A medida, anunciada na semana passada pelo governo dos Estados Unidos, atinge cerca de 3.000 itens e será cobrada dos importadores norte-americanos no momento da entrada das mercadorias no país.
Entre os principais produtos que não sofrerão a nova tarifa estão petróleo bruto, café em grão, aeronaves, carne bovina, celulose, sucos de laranja, ferro-gusa e ferro-nióbio. Por outro lado, itens como máquinas industriais, pneus, açúcar, etanol, tabaco, madeira, calçados e alguns produtos de alumínio estarão sujeitos à nova cobrança.
A nova tarifa resulta de uma investigação realizada pelo USTR (Representante de Comércio dos Estados Unidos), fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O relatório do USTR criticou diversas políticas brasileiras, incluindo questões relacionadas ao Pix, regulação de plataformas digitais, acordos comerciais, desmatamento, etanol, propriedade intelectual e combate à corrupção. Algumas das medidas brasileiras foram classificadas como “irracionais” ou “restritivas” ao comércio bilateral.
O governo brasileiro reagiu à decisão, classificando-a como um “marco lastimável”. As autoridades afirmaram que irão acionar a Lei da Reciprocidade Econômica, embora ainda não tenham anunciado medidas concretas. O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, descreveu a tarifa como “injusta e descabida”, enquanto o ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que “não cabe falar em retaliação” neste momento. A estratégia do governo é buscar uma solução diplomática e evitar uma escalada nas tensões comerciais.
Além disso, o governo está preparando ações para mitigar os impactos da nova tarifa, como a criação de linhas de crédito para as empresas afetadas e iniciativas para diversificar mercados através da ApexBrasil. Existe também a possibilidade de uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, resultado de uma investigação sobre importações relacionadas ao trabalho forçado. Caso essa sobretaxa seja aplicada, a cobrança total poderia chegar a 37,5%.
Da 93Notícias
