IA pressiona conta de luz nos EUA e acende alerta para o Brasil

IA pressiona conta de luz nos EUA e acende alerta para o Brasil

Nas últimas semanas, empresas dos EUA anunciaram planos massivos de geração de energia até 30 GW até 2035 para atender à demanda crescente dos data centers de inteligência artificial, que consomem eletricidade em níveis comparáveis ao uso de milhões de residências e podem pressionar a rede elétrica local e os preços ao consumidor.

Especialistas em energia e operadores de rede alertam que o boom dos data centers focados em IA está esbarrando em limitações da infraestrutura existente e pode elevar custos ou causar risco de sobrecargas se não houver investimento suficiente em geração e transmissão.

A Casa Branca reagiu convocando as principais empresas de tecnologia para firmar compromissos que evitem repassar ao consumidor os aumentos de custo de energia causados por essas instalações.

Reportagens aprofundadas também mostram que, perto de regiões com grande concentração de data centers, os preços no atacado da eletricidade podem ter subido até 267 % em relação a cinco anos atrás, e isso acaba refletido nas contas domésticas.

E o Brasil? Preparado para essa revolução energética?

No Brasil, o crescimento de data centers e a expansão de cargas pesadas — como aquelas exigidas por IA — colocam o setor elétrico diante de desafios semelhantes aos dos EUA. A infraestrutura de geração, transmissão e transformação precisará ser reforçada para absorver essa nova demanda sem deteriorar a qualidade do serviço ou elevar ainda mais as tarifas ao consumidor.

Além disso, o país tem potencial atrativo de energia renovável e pode se destacar globalmente na atração de novos projetos de tecnologia, mas ainda enfrenta entraves regulatórios e de integração à rede que precisam ser superados.

Da 93Notícias

Daniela Domingos

Daniela Domingos

Jornalista, professora de Filosofia, especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing, Gestão Pública e Mídias Digitais, e mestranda em Ciências de Dados

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