Ministro do TCU alerta para risco de aposentadorias e acusa Lula de repetir manipulação fiscal de Dilma
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes alertou para o risco de o Brasil não conseguir pagar as aposentadorias no futuro, caso a situação fiscal do país continue se deteriorando. Em publicação no Instagram na quarta-feira (21), ele atribuiu o cenário ao déficit da Previdência e ao aumento de despesas realizadas fora do orçamento, além de comparar a atual gestão de Lula (PT) às práticas fiscais do governo Dilma Rousseff (PT), em 2015.
“Como está, não haverá aposentadoria, porque não temos mais economia suficiente para pagar nem os aposentados hoje, quem dirá futuramente”, afirmou Nardes. O ministro citou um déficit previdenciário superior a R$ 404 bilhões e estimou em R$ 326 bilhões os gastos que, segundo ele, ocorrem fora do orçamento. Para o magistrado, esse quadro compromete a capacidade do país de atrair investimentos internacionais.
Nardes classificou a situação como grave e afirmou que a chamada desorçamentação, prática que descreveu como a realização de despesas à margem do orçamento, estaria agravando o desequilíbrio das contas públicas. “Está colapsando a economia nacional, está praticamente inviabilizando o país a nível internacional de buscar investidores”, declarou.
O ministro também traçou um paralelo com o governo Dilma Rousseff, quando atuou como relator, em 2015, do processo no TCU que examinou as chamadas pedaladas fiscais, envolvendo atrasos em repasses do Tesouro Nacional a bancos públicos. Ao recordar o episódio, Nardes afirmou que os recursos foram utilizados sem autorização do Congresso Nacional e sustentou que práticas semelhantes estariam se repetindo na atual administração federal.
“Houve manipulação lá atrás, nas contas da presidente, e voltou a acontecer”, declarou o ministro, ao comparar os dois períodos. As afirmações de Nardes associam a condução fiscal do governo Lula a problemas identificados durante a gestão Dilma, mas os valores citados e a caracterização de irregularidades na atual administração dependem de análise das respectivas contas e dos critérios utilizados para calcular as despesas.
Da Bnews
