Decisão no TSE: Ministro André Mendonça nega participação de associação no caso PSOL/Rede e situação de Linda Brasil segue indefinida

Decisão no TSE: Ministro André Mendonça nega participação de associação no caso PSOL/Rede e situação de Linda Brasil segue indefinida

O impasse jurídico envolvendo a Federação PSOL/Rede em Sergipe e a reeleição da deputada estadual Linda Brasil (PSOL) ganhou um novo desdobramento nesta quarta-feira (14), em Brasília. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), analisou um pedido da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) para ingressar formalmente no processo, mas negou o pleito da entidade.

Magistrado rejeitou a entrada da ANTRA como parte no processo, mas aceitou os argumentos apresentados. Futuro dos 44.384 votos da deputada estadual eleita continua em suspenso.

O impasse jurídico envolvendo a Federação PSOL/Rede em Sergipe e a reeleição da deputada estadual Linda Brasil (PSOL) ganhou um novo desdobramento nesta quarta-feira (14), em Brasília. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), analisou um pedido da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) para ingressar formalmente no processo, mas negou o pleito da entidade.

A ANTRA havia solicitado autorização para atuar no processo na condição de amicus curiae (amigo da corte), com o objetivo de defender a regularização da federação partidária e, consequentemente, resguardar a validade dos votos e o mandato de Linda Brasil.

Em sua decisão, o ministro André Mendonça rejeitou o pedido, justificando que as regras da Justiça Eleitoral não permitem a participação de entidades nessa modalidade em processos dessa natureza. Apesar da negativa formal de ingresso, Mendonça aceitou receber os argumentos apresentados pela associação como “memoriais” — documentos técnicos que poderão ser lidos e considerados pelos ministros durante a análise do recurso.

Entenda o caso e o risco aos votos

A origem de todo o imbróglio está em Sergipe. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SE) indeferiu o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) da Federação PSOL/Rede. O DRAP é o documento fundamental que comprova que a legenda ou federação cumpriu todas as exigências legais para disputar o pleito.

Com esse indeferimento, a federação ficou impedida de participar regularmente da disputa, colocando em xeque a validade de todos os votos recebidos por seus candidatos nas urnas.

A principal afetada pela decisão é a deputada estadual Linda Brasil, que obteve uma votação expressiva de 44.384 votos nas eleições de 2026, número suficiente para garantir sua reeleição com folga à Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). No entanto, os votos permanecem “congelados” e dependem de uma reversão na Justiça Eleitoral.

Indefinição continua

A decisão publicada por André Mendonça nesta semana trata exclusivamente da participação de terceiros (a associação) no trâmite processual. O ministro ainda não julgou o mérito principal do recurso apresentado pela Federação PSOL/Rede.

Sendo assim, o cenário não configura nem vitória, nem derrota definitiva para o agrupamento político. A situação eleitoral de Linda Brasil e a composição final da Alese seguem completamente indefinidas, aguardando o julgamento final do TSE que definirá se os mais de 44 mil votos recebidos pela parlamentar serão ou não validados.

Da 93Notícias

Daniela Domingos

Daniela Domingos

Jornalista, professora de Filosofia, especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing, Gestão Pública e Mídias Digitais, e mestranda em Ciências de Dados

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