Crime no Santos Dumont: Homem é indiciado por matar colega de trabalho a pauladas dentro de madeireira em Aracaju
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu as investigações e indiciou por homicídio um homem de 59 anos acusado de matar um colega de trabalho, de apenas 20 anos. O crime ocorreu no dia 5 de junho deste ano, dentro do galpão de uma madeireira localizada no bairro Santos Dumont, na Zona Norte de Aracaju. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil nesta terça-feira (15). O investigado responde ao processo em liberdade.
Em seu depoimento à polícia, o acusado confessou ter desferido golpes contra o jovem utilizando pedaços de madeira, mas sustentou a alegação de que teria agido em legítima defesa. No entanto, os relatórios técnicos e laudos periciais do Instituto de Criminalística desmentiram integralmente a versão apresentada pelo suspeito.
Perícia desmonta versão do suspeito
A investigação técnica revelou detalhes fundamentais sobre a dinâmica e a violência do ataque no interior do estabelecimento:
Evidências materiais: Peças de madeira com vestígios de sangue foram apreendidas na cena do crime, e o exame de DNA comprovou que o material biológico pertencia exclusivamente à vítima.
Ataque sem defesa: O exame cadavérico constatou a ausência de lesões defensivas nos membros superiores (braços e mãos) do rapaz, o que indica que o jovem foi pego de surpresa e não conseguiu esboçar qualquer reação.
Causa da morte: O laudo necroscópico apontou traumatismo cranioencefálico grave, provocado por múltiplas fraturas decorrentes da violência dos golpes concentrados na região da cabeça.
Imagens de monitoramento
Para corroborar a tese de homicídio, imagens de câmeras de segurança analisadas pelos agentes do DHPP registraram o momento exato em que o autor entrou no galpão na companhia do jovem. Cerca de 18 minutos depois, o homem é visto deixando o local completamente sozinho e trancando o portão por fora.
Testemunhas ouvidas durante o inquérito afirmaram que o acusado levou o colega de trabalho até o galpão sem qualquer autorização prévia da administração da madeireira. Com a finalização do inquérito policial e o indiciamento formal, o processo foi remetido ao Ministério Público para oferecimento da denúncia à Justiça.
Da 93Notícias
