“É problema meu entregar a solução”, diz Mitidieri sobre crise da água no Sertão
O cenário não poderia ser mais emblemático. Às margens do Rio São Francisco, onde a abundância de água contrasta com torneiras secas em povoados vizinhos, Mitidieri adotou um tom de “chamada para si”. Ele reconheceu que, embora a concessão tenha sido um passo político ousado e inédito, a entrega prática do serviço ainda deixa a desejar em diversas comunidades.
Assunção de culpa: Ao dizer que “não vai esconder o que ainda não resolveu”, o governador tenta se diferenciar de gestões anteriores. Ele admitiu que a transição do saneamento foi complexa e que os resultados esperados pela população ainda não foram plenamente atingidos.
O “jeito ou outro”: A frase “De um jeito ou de outro o Estado vai resolver” soou como um ultimato, possivelmente direcionado à empresa concessionária. Mitidieri deixou claro que o compromisso político da concessão agora cobra uma fatia técnica de eficiência que ele pretende cobrar pessoalmente.
Exemplos de emoção: O governador citou avanços em Porto da Folha, relatando o caso de uma moradora que voltou a ter água após 20 anos. O uso desse exemplo visa mostrar que o projeto “tem luz no fim do túnel”, apesar dos gargalos atuais.
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Poço Redondo: Canindé e Poço Redondo foram colocados como prioridades imediatas. O objetivo é expandir as redes de distribuição para que o Natal de 2026 não seja marcado por caminhões-pipa em áreas que deveriam ser atendidas pela rede oficial.
Da 93Notícias