Com ficha extensa de estupro e homicídio, Gisélio Monteiro está entre os foragidos mais procurados do país
Acusado de crimes brutais no interior de Sergipe, “Saruê Pau” acumula mandados de prisão e integra lista nacional de criminosos de alta periculosidade.
A busca por justiça em casos de violência contra a mulher e crimes hediondos ganha um capítulo dramático com a manutenção de Gisélio Monteiro dos Santos na lista dos criminosos mais procurados do Brasil. Conhecido pelos apelidos de “Adelmo”, “Saruê Pau” ou “Brother”, o foragido é um dos alvos prioritários das forças de segurança de Sergipe. Com uma ficha criminal que impressiona pela perversidade, Gisélio acumula oito mandados de prisão e internação, respondendo por uma série de delitos que incluem homicídio, latrocínio, dano ao patrimônio e, mais recentemente, uma tentativa de feminicídio que fundamentou um novo pedido de prisão preventiva.
O histórico de violência do suspeito remonta a episódios de terror no interior do estado. Em julho de 2010, Gisélio e um comparsa teriam aterrorizado o povoado Massapê, em Riachuelo (SE), em uma série de crimes que incluiu o roubo de animais e o estupro de duas adolescentes. Desde então, ele tem conseguido burlar o sistema de justiça, tornando-se um símbolo da impunidade que o novo Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, lançado nesta quarta-feira (4), pretende combater. Sua inclusão no projeto “Captura”, do Ministério da Justiça, visa nacionalizar sua busca, impedindo que ele continue encontrando refúgio em outras regiões do país.
A permanência de criminosos como Gisélio em liberdade representa um risco contínuo para a sociedade e um desafio para as autoridades de Sergipe. As investigações indicam que ele possui alta capacidade de mobilidade e conhecimento de áreas rurais, o que dificulta sua localização. A Polícia Civil reforça que qualquer informação sobre o paradeiro de Gisélio Monteiro dos Santos pode ser repassada de forma anônima através do Disque-Denúncia (181). A captura de “Saruê Pau” é considerada estratégica para dar uma resposta efetiva às vítimas e reafirmar que crimes de tamanha gravidade não prescreverão na memória das instituições de segurança.
Da 93Notícias