Fipe apresenta estudo para nova concessão do transporte coletivo da Grande Aracaju

Fipe apresenta estudo para nova concessão do transporte coletivo da Grande Aracaju

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apresentou, nesta sexta-feira (28), o estudo técnico que embasará a futura licitação para operação e exploração do transporte coletivo urbano na Região Metropolitana de Aracaju. A reunião ocorreu na capital sergipana e reuniu os integrantes do Consórcio do Transporte Metropolitano (CTM).

Participaram do encontro a prefeita de Aracaju e presidente do CTM, Emília Corrêa; o secretário especial de Planejamento, Orçamento e Inovação do Governo de Sergipe, Júlio Filgueira, que representou o governador Fábio Mitidieri; os prefeitos Airton Martins (Barra dos Coqueiros) e Samuel Carvalho (Nossa Senhora do Socorro); além do subprocurador-geral de São Cristóvão, Diego Araújo, enviado pelo prefeito Júlio Nascimento. Técnicos das administrações municipais também acompanharam a apresentação.

A contratação da Fipe, vinculada à Universidade de São Paulo (USP), havia sido aprovada por unanimidade em assembleia realizada em maio. Na ocasião, votaram a favor os representantes de Aracaju, São Cristóvão, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e do Governo do Estado.

Nova modelagem e possível redução tarifária

De acordo com a prefeita Emília Corrêa, o levantamento demonstra a viabilidade de um novo formato de concessão capaz de oferecer serviço de melhor qualidade. Ela ressaltou que o trabalho da Fipe avalia a anulação da licitação anterior, atualmente judicializada e questionada pelo Tribunal de Contas.

O diretor-executivo do CTM, Hector Coronado, destacou que o modelo proposto prevê tarifa inferior à projetada no edital contestado, o que pode significar economia para usuários e para os cofres públicos municipais.

Coordenador do estudo, Elias Cavalcante explicou que a equipe realizou visitas técnicas, mapeou rotas, quilometragem e demanda de passageiros para atualizar todos os parâmetros da rede. O objetivo, segundo ele, é modernizar o contrato e torná-lo compatível com a realidade atual do sistema.

Para o secretário estadual Júlio Filgueira, o avanço da proposta depende de consenso entre os cinco entes que compõem o consórcio — quatro prefeituras e o Governo de Sergipe. “Sem alinhamento mínimo, será difícil implementar uma solução eficaz para a população”, afirmou.

Da 93Notícias

Daniela Domingos

Daniela Domingos

Jornalista, professora de Filosofia, especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing, Gestão Pública e Mídias Digitais, e mestranda em Ciências de Dados

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